Família em Movimento

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sábado, 12 de dezembro de 2015

Luzes, cartões de crédito... acção!

Época de Natal. Luzes, câmara.. acção!

Não, peço desculpa. Vou reformular.

Época de Natal. Luzes, cartões de crédito... acção!

É sempre assim. O Natal há muito é tido por época de profundo consumismo. Em tempos de absoluto relativismo torna-se ainda mais evidente.

As lojas prepararam-se convenientemente. Estão bonitas, atractivas.

Nas caixas do correio são anunciados brinquedos em quantidades extraordinárias com todos os tamanhos e cores. 

Aos telemóveis chegam SMS vindos de todos os lados, até de remetentes que questionamos a origem e como souberam o número; outros porque somos Clientes da casa oferecem promoções natalícias. 

Na TV somos invadidos por tempos longos  de anúncios promovendo produtos e marcas. Consumo, consumo, consumo.

Os miúdos andam doidos.

Acompanham os pais nos hipers na expectativa de anunciar de viva voz o presente que pretendem deles e ainda o presente que pretendem da avó e se possível da tia. 

Todavia, o subsídio de Natal não chega para tudo. A família em casa, os presentes, as refeições, a doçaria...


E depois aquela falta de humildade de oferecer o que não se pode. Porque há uma espécie de ideia estúpida, absurda e muito nossa de que o beneficiário do presente ficará melindrado ou comentará (nós e que dizem sobre nós...) se o presente for "inferior".
Ah! E se por acaso o presente de "troca" for "superior" faz-se aquela indesejada figura de pelintra... que horrror...

Falta de humildade. Somos o que somos. Somos quem somos Há quem possa e há quem não possa. Quem pode, pode. Quem não pode, não invente sob pena de ficar os meses seguintes a pagar capital e juros sobre verbas que não tinha só para parecer bem... 

Assentemos.

O Natal não é consumo. O Natal é a celebração do nascimento de Deus. Ponto.

Celebramos com muita, muita alegria o nascimento de Jesus que se faz pequenino entre nós.
Celebremos a Família! Sim, celebremos a Família!

O Natal projecta-nos imediatamente a Sagrada Família. Sempre a Família.

Implica presentes? Siiiimmmmm. É uma alegria oferecer presentes. Estamos em festa!
No nascimento de Jesus os Magos ofereceram ouro, incenso e mirra. 
Celebremos pois, em festa, o nascimento de Menino Jesus.

Por falar em presentes, é melhor oferecer que receber, não concordam? 
Mas com moderação e de acordo com as possibilidades.
Ofereçamos de acordo com  que somos na realidade da nossa vida. Mesmo quem pode mais tenha sempre a noção de que há quem tenha menos e seja mais contido na oferta. É um exercício muito cristão este sentido de pobreza mesmo tendo bens e possibilidades. Parece um paradoxo.

Findamos. Há uns tempos escrevemos sobre orçamento familiar. Em nossa casa executamo-lo. 
O Natal não foi excepção relativamente a este aspecto. Ordem e sentido cristão.

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